Tem coisas do senso comum da política que, boa parte das vezes, não encontra respaldo com a realidade. Convém, para quem deseja opinar, tentar calçar-se com algum embasamento em pesquisas no mundo real.

Para quem acha que o financiamento privado é a raiz da corrupção – não é – segue um trecho do artigo “Financiamento político e a corrupção no Brasil”, do prof. Bruno Wilhelm Speck, da UNICAMP. A íntegra poder ser encontrada facilmente na internet.

“O escândalo Collor-PC, que terminou com o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, catapultou o tema para o topo da agenda política do país. No decorrer das investigações da CPI na Câmara dos Deputados evidenciou-se o papel central do empresário Paulo César Farias, ex-coordenador financeiro da campanha eleitoral de Collor em 1989, em diferentes esquemas de corrupção envolvendo tráfico de influência, suborno e troca de favores, que se desenvolveram em estreito contato com a presidência da República. O escândalo Collor-PC revelou que as empresas tinham se tornado a principal fonte de financiamento das disputas eleitorais durante os anos 1980, não obstante uma legislação que explicitamente proibia doações de empresas. A arrecadação ilegal de recursos de campanha de empresas teve continuidade na arrecadação de subornos em troca de contratos com o governo”.

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